Filosofia da Palavra

 Nenhuma filosofia surge sem trazer a palavra como método e contexto, a arte de criar não vem unicamente da ARTE por si mesma, antes temos que polir, lixar, lapidar o pensar.

Esse pensar que gera aquele movimento que se assemelha ao sussurrar do vento, não se trata simplesmente de explicar o verso e a palavra crua, não é só sobre mastigar e digerir essa filosofia acadêmica complexa, existe essa necessidade de comer também cada significado com satisfação concreta.

Enxergar a poesia como alimento sagrado!

Entender que o Verbo se faz carne nesse prato-frase e mastigar devagar,  saborear as sensações na língua, engolir cada pedaço com real atenção, em suma, lembrar das palavras de Conceição Evaristo, essa poética vivência da realidade, essa clara evidência de que a palavra causa o impacto, mas, se não houver uma voz que recite com o sangue, a indigestão da palavra solta causa úlcera gástrica e dores reais.

A tua palavra é Filosofia e a filosofia gera novas palavras, nasce a poesia, nasce poeta, nasce o desejo de polir a Voz. Nasce a emoção de criar uma nova realidade, o sonho que vira verso, a dor que vira refrão, um abraço que vira uma importante recordação.

O movimento da ARTE como impulso da vida me faz lembrar de Pat Andrade, a jornada tão poética pela vida, o saber que VIDA se faz com POESIA, isso por si é uma grande Filosofia da Palavra. Entre as certezas e incertezas, a caminhada precisa ser sobre viver a poesia no cotidiano e em cada segundo respirar poesia.

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