Movimento pela Arte

 Sem limites ou correntes da burguesia eurocêntrica.

Imagino essa utopia (?) do desejo de moldar a realidade do fazer Arte no Amapá, estamos no mapa, todavia, somos a margem, a fronteira, uma linha imaginaria, um lugar isolado pela própria Natureza, ou, na realidade, um lugar que a política permite que permaneça isolado para sugar cada gota de riqueza, seja dinheiro ou o sangue do povo tucuju.

Não tenho um político de estimação.

Também não tenho valor como ovelha ou massa de manobra nessa região, eu sou um ponto de interrogação.

O que desejo é saciar a minha fome de cultura, saciar a sede de conhecimento, saciar esse desejo de mover as engrenagens da ARTE no meu lugar de origem, nessa Amazônia Encantada, nesse Amapá que aquece até mesmo os ossos, o calor em brasa, somos a Natureza exposta. Deveríamos ser a imagem da força e inteligência, somos esquecidos no próprio rincão brasileiro.

Tivemos uma exposição no carnaval, beleza, já acabou, agora vamos para a costumeira rede de enganos, brigas entre políticos e anúncios em jornais sobre as quadrilhas regionais.

Se tivesse uma mulher governando o Amapá será que as coisas poderiam mudar?

Sei que nesse tempo é ilusão acreditar que algo pode mudar, mas, o futuro é escrito no presente, é preciso pensar. Já tivemos homens por tempo demais nos grandes palcos, o teatro já está saturado dessa peça entediante. 

Isso é sobre intenção e mensagem sublimar.

Já passou da hora de observar notícias esdrúxulas no contexto da vida e morte, a realidade marginalizada do nascer mulher. É sobre o luto e sobre a revolta, é sobre luta e revolução.


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