Além dos Portais
É sobre os múltiplos Lapsos Ancestrais: Onde o Verso se Desdobra em bilhares de fractais nesses micro-Portais.
Nos lapsos ancestrais o verso se curva como o caminho único de Parmênides: não há O devir, apenas o Ser imóvel, eterno, indivisível.
O tempo finge multiplicar-se em setas falsas, mas aqui, no rasgão do silêncio, ancestrais emergem não como simples sombras passageiras, mas como os ecos do Uno.
Aquela esfera perfeita onde o real não se fragmenta, mas pulsa inteiro, sem bordas nem ausências. Circulos e movimento contínuo, batimentos de corações não humanos nesta camada sobreposta do Universo.
O portal se entreabre no instante em que o verso nega a mudança: o rio da memória não flui para o nada, mas dobra sobre si mesmo, revelando as geometrias sagradas que Parmênides vislumbrou na luz da razão.
Somos lapsos nesse eterno agora, ossos dançando no vazio ilusório do movimento, onde o alucinar é recordar o que nunca se perdeu. O ser é, o verso desdobra, e a realidade, traidora linear, dissolve-se no abraço do imutável.
Nesses portais, a filosofia e poesia se fundem: Parmênides sussurra que o caminho múltiplo é engano dos mortais, e o verso, ancestral, nos guia de volta ao coração indiviso do todo.
Eu digo que a realidade não é linear!
Sigo acreditando nas utópicas frases de um filósofo que se intitulava futurista numa época de trevas e ignorância extrema. Isso não é só um textinho fugaz, as mensagens subliminares devem reverberar pelos anos e atingir aqueles que podem decifrar o código oculto.
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