Looping da intenção
No início acreditei que era uma maldição, o pesadelo de noites convivendo com sombras e sussurros. O desejo de gritar e correr, mas, não existia um ponto seguro no mundo das ideias e mesmo nas horas de observação da realidade física o delírio surgia como se eu fosse uma esquizofrênica. O hábito de rotular um transtorno entra numa ênfase absurda. Cientistas e essas linguagens que complicam o linguajar e o pensar de todo um povo, outro mecanismo de dificultar a compreensão, acreditei no diagnóstico e no declínio da saúde.
Criam as mídias e teorias, mas, querem contextualizar o louco e aprisionar sua persona numa classificação. A mente humana é complexa, a vida em si é profundamente difícil de rotular, noto esse hábito sagaz de querer nomear aquilo que deve existir independente de qualquer nome. As questões e as respostas inventadas para causar certezas numa humanidade doente, o nome da doença é um mistério. E no meio das massas existe alguém que já deu nome para esse mistério e distorceu toda a estrutura da realidade.
O ato de distorcer as leis da realidade e criar ciências numa roleta russa gera pensadores sem coesão e sem inteligência. O ensino de como ser melhor e mostrar o currículo lattes recheado para abutres, humanos que atrofiam seus cérebros por atenção e platéia. Esqueci totalmente do fio desse conhecimento, estava divagando entre quatro dimensões e a humanidade que não revolucionou por procrastinação. Esse talento talvez seja o looping da desorientação, deveria ser sobre evolução, deveria ser sobre intenção e reavaliar o poder da nossa ação.
Esse é o looping da intenção.
Deveria interromper o raciocínio que parece retroceder, todavia, existe ali uma nova informação, não é sobre pré julgar a ciência e a conceituação dos transtornos, é sobre limitar pessoas como se fossem somente cobaias num laboratório sem recursos, ratos correndo numa prisão comum, fazer das pessoas simples animais de estudo, negando a realidade do pensamento e das emoções.
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