A morte da inocência

 Não consigo pensar com clareza sobre o título e a realidade deste dia, simplesmente uma política extrema e notoriamente corrompida.

A política filosófica nasceu de uma intenção nobre, é preciso que o pensamento continue em favor da mudança para o povo e pelo povo, o Brasil tem políticos demais que só querem usufruir de direitos e salários volumosos. 

A corrupção se tornou a cara do Brasil desde a base, sempre os coronéis e senhores de engenho querendo e querendo lucrar com a fome e a pobreza dos brasileiros. Para piorar esse desejo doentio de quebrar a pouca segurança das crianças, é extremamente terrível ver que os inimigos e pedófilos são beneficiados por um tribunal que deveria fazer JUSTIÇA.

Qual o título para a impunidade?

Talvez seja o título da decepção que gera lapsos de ansiedade e medo, o título da certeza de ser inferior aos bichos, essa dolorosa aceitação da perversidade humana numa tela enorme num outdoor sobre a desigualdade social. Uma menina-criança não é mãe, uma menina pobre nunca será uma mãe, é tão simples essa sentença. E um estuprador nunca será pai, ninguém defende o feto na realidade, as hienas defendem o controle pelo corpo das pobres crianças que tiveram a infelicidade de nascer mulheres num mundo que devora almas.

O estuprador não é um pai, vou repetir até que fique claro no plano mental — nenhum pedófilo quer cuidar do filho da criança que abusou, nenhum estuprador quer criar esse feto que vier a nascer de sua imundície, o fetiche é sobre dominar a vítima e destruir corpo e espírito, não é sobre plantar novas sementes nessa Terra, é sobre matar a menina ainda na fase infantil.

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