As revelações do Além
Negamos os desejos.
Sempre existe um motivo, sempre existe um objetivo, nem sempre existe um roteiro dessa jornada que parecia linear.
O sonho continua?
Acreditar nas manhãs e lembrar das nuvens era um tipo de oração, agosto é o mês da rejeição e da ausência nesse calendário que aquela criança anotava pequenos segredos, agosto gera dor e gera também satisfação na adulta infeliz que foi crescendo sem eira nem beira.
Pensar nos ciclos e nas rupturas é como pensar nas estações e na morte das plantas do quintal, nem sempre a água leva embora as lembranças que devia afogar no fundo desse rio sem peixes.
A escrita não necessariamente é a tábua de salvação, é a sustentação, é a viga de uma madeira bonita, matamos a árvore e podemos segurar nas tábuas para sentir que o mundo é dos homens. Ver essas mortes e ver cada figura que se distorce nos olhos da humanidade me gera crises de depressão, não é por coincidência.
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