Nítido Amor Falso
Multidão e solidão que conectam uma nova ilusão.
O beijo e outro beijo que precede um olhar inseguro, o calor da tarde numa cidade que grita por mais árvores nas calçadas.
Relaxamento e uma quase aventura que deveria gerar novas crônicas aos leitores curiosos, foi só uma pequena vertigem. Escolhas e decisões que colapsam num beijo que surpreende, ver esses olhos sagazes e a voz ébria de um velho conhecido, a despedida num abraço cotidiano, então, o leve sorriso e esse selinho que segue a intenção de uma confusão familiar.
São camadas de desejos e faíscas, outra brasa numa fogueira que deveria apagar com facilidade, outro pedaço de carvão se perdeu naquele ato tão sutil, querer um simples abraço e sentir os lábios roçando devagar os seus lábios, gostar da sensação e pensar na ida para um novo pensamento.
— Fica bem!
— Você também, tchau.
Outro beijo e o sorriso de uma certeza: nítido amor que se chama de lapso de desejo noturno, lapso da vontade de manter lábios colados e viajar na sensação de prazer dessa pequena evidência. O desejo é o inimigo da familiaridade com o amor, o desejo é só um fio de isopor, frágil e inflamável.
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